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alergia à tinta do cabelo

Porque as tintas de cabelo causam alergias?

Os componentes artificiais e químicos das tintas de cabelo provocam cada vez mais reações. E, embora tudo dependa da suscetibilidade de cada indivíduo, os sintomas aparecem a nível cutâneo e podem ser muito leves ou provocar reações graves. Hoje, vamos analisar os sintomas mais comuns e as alternativas que existem a esta patologia.

Quais são as causas desta alergia?

A alergia à tinta de cabelo é uma das alergias mais comuns relacionadas com produtos estéticos. Ainda que nunca tenha sofrido uma reação a este produto, vale a pena conhecer a sintomatologia e as causas, porque muitas pessoas começam a sentir reação algum tempo depois de começarem a pintar o cabelo. Tal como acontece com outras alergias, o sistema imunitário reage de forma exagerada a uma determinada proteína, neste caso – e em regra – à parafenilenodiamina (PPD), uma substância que aparece quando o corante é misturado com peróxido e parcialmente oxidado.

Este componente também pode ser referido como PPDA, 1,4-Benzenediamine e Phenylenediamine base e, embora não seja o único que causa alergia, é o mais comum. Outro químico que gera fortes reações é o paratoluenodiamina (PTD). Além de outras substâncias como:

  • Cobalto
  • Tioglicolato de glicerila
  • Amoníaco
  • Resorcinol

Sensibilidade e alergia não são o mesmo

Ainda que muitas pessoas confundam estes termos, é importante mencionar que sensibilidade e alergia não são sinónimos. Sentir reações ou alguma comichão após a utilização da tinta não significa particularmente ter alergia. A sensibilidade à tinta pode ser provocada por uma certa reatividade da pele, mas não tem nada a ver com o sistema imunitário.

Os sintomas de alergia são mais notórios, mais fortes. Dizemos-lhe a seguir quais são os mais comuns.

Sintomas de alergia à tinta do cabelo

Tal como acontece com outro tipo de reações, a alergia à tinta pode provocar sintomas suaves, mas também reações que podem pôr em perigo a saúde da pessoa. Geralmente aparecem imediatamente após o contacto, mas em algumas pessoas aparecem inclusive após 48 horas.

  • Reações leves:
  • Dermatite de contacto. Aparece vermelhidão, erupções ou comichão nas zonas que estiveram em contacto com a tinta.
  • Erupções que podem surgir por todo o corpo e não necessariamente no couro cabeludo.
  • Reações graves (raras):
  • Forte inflamação no rosto (pálpebras, lábios ou no rosto em geral).
  • Dificuldade em respirar.
  • Tonturas ou vómitos.
  • E em casos muito graves, choque anafilático.

O que fazer se tiver uma reação à tinta do cabelo: passos a seguir

Se notar alguma comichão ou irritação assim que aplicar a tinta, agir rapidamente pode ajudar a minimizar os efeitos da alergia. Tome nota!

1.º Enxaguar rapidamente o cabelo com água abundante e um champô suave para eliminar a maior parte do produto.

2.º Aplicar um creme hidratante e nutritivo ou aloé vera nas zonas avermelhadas para acalmar a pele.

3.º Se notar sintomas associados à dermatite de contacto, pode aplicar um creme tópico com corticoides.

Se os sintomas não pararem ou se piorarem, não hesite e dirija-se imediatamente ao seu centro de saúde mais próximo para que possam estudar o seu caso em profundidade.

Conselhos para evitar a alergia à tinta

Embora a prevenção da alergia à tinta do cabelo possa ser uma tarefa complicada devido à reação tardia, algumas recomendações podem ajudar. Em qualquer caso, é sempre fundamental seguir as instruções de cada produto e dizer ao seu cabeleireiro se sofreu algum episódio de alergia no passado.

  • Realize um teste de alergia. Numa zona visível do seu corpo – por exemplo, nos pulsos, mãos ou atrás das orelhas – aplique o produto e espere 14-48 horas. Em seguida, aguarde reações e se aparecer vermelhidão após 20 minutos, retire-a de imediato. Isto será a prova de que sofre de alergia.

Além disso, também pode ter em conta estas medidas…

  • Utilizar tintas que não contenham PPD, amoníaco ou produtos químicos agressivos.
  • Emulsionar corretamente a tinta antes de a retirar.
  • Não lavar o cabelo imediatamente antes da pintura (para que o próprio sebo do couro cabeludo proteja a pele).
  • Aplicar muita água no final, sobretudo na zona da raiz.
  • Ao lavar, utilizar água morna, sempre mais fria do que quente.

Que alternativas existem às tintas mais habituais?

Atualmente existe uma quantidade de produtos naturais para substituir as tintas químicas. Embora a intensidade ou a duração da cor possa não ser a mesma que a da tinta tradicional, os benefícios de utilizar produtos orgânicos fazem a diferença. Estes são os mais utilizados:

  • Hena. É a tinta natural por excelência, perfeita para tons avermelhados ou mognos. Importante! Antes de a utilizar, certifique-se de que não contém PPD e que é totalmente vegetal.
  • Corantes naturais. Existe uma multiplicidade de plantas ou flores que dão cor ao cabelo. Por exemplo, a camomila, a beterraba, o café ou a casca da noz.
  • Tintas hipoalergénicas. Este tipo de tintas não contém químicos e costumam ser geralmente semipermanentes com um acabamento muito parecido à tinta tradicional.

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Deve ler cuidadosamente todas as informações constantes da embalagem do medicamento e do seu folheto Informativo e, em caso de dúvida ou de persistência dos sintomas, deve consultar o seu medico ou farmacêutico.