Saltar al contenido

Porque ocorre a alergia ao látex?

A alergia ao látex é uma reação muito comum – especialmente nos profissionais da saúde e cientistas –, que tem aumentado nos últimos anos. Esta reação imunitária é mediada pela proteína IgE contra as proteínas do látex, as responsáveis ​​por provocar a alergia. Quando o organismo volta a entrar em contacto com o famoso produto, aparecem os sintomas de alergia. Vejamos em profundidade como ocorre.

O que é o látex?

O látex é um material de origem vegetal que provém da árvore Hevea brasiliensis e pode ser encontrado em África e no sul da Ásia. A substância extraída da árvore é utilizada para fabricar inúmeros produtos: atualmente calcula-se que cerca de 40.000 contêm látex. As primeiras luvas de látex foram fabricadas em 1890 e em 1895 a empresa Michelin inseriu-o nos seus pneus para automóvel. Graças às suas propriedades elásticas, é utilizado para a elaboração de milhares de artigos de uso diário e principalmente médico. Além disso, na fabricação dos objetos de látex são adicionadas diversas substâncias como aceleradores, conservantes e antioxidantes, que também podem causar sintomas em algumas pessoas.

O que é a alergia ao látex e porque o sistema imunitário reage contra ele?

A hipersensibilidade ao látex ocorre, tal como noutras alergias, como uma resposta do sistema imunitário face às proteínas que se encontram na borracha do látex. Esta resposta, mediada pelos anticorpos do tipo IgE, produz reações prejudiciais para o organismo que, por vezes, podem ser perigosas. Algumas pessoas são capazes de produzir anticorpos IgE específicos contra as proteínas encontradas no látex, o que as torna hipersensíveis ou alérgicas à mesma. Estas reações são responsáveis ​​pelas reações mais graves a este material.

Sintomas causados ​​pela alergia ao látex

Os sintomas que aparecem após a exposição ao látex são geralmente suaves e similares aos que ocorrem com a febre do feno ou a asma. Geralmente aparecem de forma imediata, progressiva e rápida. Estes sintomas variam sobretudo dependendo da exposição, da quantidade de alergénio e dos fatores individuais de cada pessoa. Podemos classificá-los em:

  • Leves: comichão, lacrimação ou vermelhidão ocular, irritação nasal, inchaços nas mãos, tosse seca…
  • Graves: dificuldade respiratória ou sibilâncias, asma, aperto no peito, palpitações e tonturas, hipotensão e, por último, choque anafilático.

Isto é, a gravidade da reação dependerá do grau de sensibilidade sofrido pela pessoa afetada e da quantidade de alergénio do látex que entrar no seu organismo.

Existe uma população de risco?

As pessoas com maior risco de sofrer de alergia ao látex são aquelas que estão contínua ou frequentemente expostas ao produto. Por esse motivo, o primeiro setor e o mais afetado é o setor da saúde (enfermeiros, médicos, pessoas que realizam cirurgias recorrentes, etc.). Aqui incluímos também os trabalhadores que utilizam luvas de látex no desempenho do seu trabalho: manipuladores de alimentos, cabeleireiros, limpeza, polícia, etc. Também não podemos esquecer os trabalhadores que estão diretamente expostos ao látex na produção e fabricação de borracha, luvas ou sondas de látex.

As medidas recomendadas pelos alergologistas residem basicamente em evitar o uso deste produto, embora haja uma ampla distribuição do material, por exemplo desde a infância, adaptando a sua vida social ou profissional a ele. No caso do pessoal de saúde, os hospitais têm a responsabilidade de fornecer material seguro aos seus funcionários, o que também inclui trabalhadores com a possibilidade de serem sensíveis ao látex.

PT-P-ZI-ALY-2100002