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alergia ambrósia

Tudo sobre o pólen da ambrósia

A alergia ao pólen da ambrósia é uma das principais causas da febre do feno em grande parte do mundo e, embora tenha começado na América do Norte, já se espalhou por inúmeros países. Neste post contamos-lhe todos os detalhes que a rodeiam e alguns conselhos úteis para a combater. Não perca!

Características da ambrósia: que tipo de planta é?

  • Aspeto e morfologia

A ambrósia pertence à família das margaridas e caracteriza-se pelas suas folhas muito semelhantes às do feto. Esta planta gera níveis muito elevados de pólen, cerca de um milhão de grãos de pólen diários por planta. Os grãos de pólen têm uma característica muito peculiar, são muito leves, o que facilita o seu movimento pelo ar. Além disso, podem percorrer centenas de quilómetros, ampliando a sua área de alcance.

  • Localização

É uma planta típica da América do Norte, especialmente cultivada nos Estados Unidos, e pode aparecer em jardins privados, parques, campos ou terras abandonadas. É também muito comum nas bermas das estradas. Hoje em dia, é importante mencionar que não só a encontramos nesta parte do mundo, como também se está a espalhar a outros países europeus.

  • Época

Ao contrário de outras alergias sazonais, a alergia à ambrósia aparece durante os meses de outono (setembro e outubro), mas pode facilmente prolongar-se até novembro. Dependendo do clima e da zona geográfica, algumas pessoas podem até começar a notar sintomas no final do verão. E quando termina? A sua polinização termina com o inverno, as fortes geadas e as baixas temperaturas estragam completamente a flor da ambrósia.

Atualmente, diversos estudos apontam para mudanças no clima e, sobretudo, para a subida dos termómetros, dois fenómenos que estão a contribuir para o facto destas plantas e a sua polinização estarem a tornar-se ainda mais longas no tempo.

Sintomas da alergia à ambrósia

Tal como acontece com outras alergias ao pólen, as reações são muito semelhantes e poderíamos comparar os sintomas com outras alergias como as da relva ou o pólen das árvores. Os mais comuns são:

  • Espirros, tosse ou sibilâncias.
  • Congestão e secreção nasal.
  • Irritação ocular.
  • Comichão na garganta.

Além disso, é muito comum que as pessoas com problemas de asma vejam o seu problema agravado devido a esta alergia.

Como é diagnosticada?

O diagnóstico prévio desta doença é fundamental para enfrentar os sintomas associados a ela. Muitos doentes demoram anos a descobrir que têm uma alergia, por isso quando há suspeitas de sintomas específicos em relação à planta e nesta altura específica do ano, a melhor coisa a fazer é consultar um alergologista.

Os testes realizados são semelhantes aos utilizados para outras alergias:

  • É realizado um exame físico.
  • São analisados os antecedentes médicos (história clínica do paciente).
  • E são efetuados testes cutâneos ou sanguíneos para detetar se existe alergia ao pólen da ambrósia.

Conselhos e tratamento para travar os sintomas

Dependendo do estilo de vida e de cada caso individual, o especialista pode recomendar um ou outro tipo de tratamento. Atualmente, estes são os mais utilizados para contrariar as reações: anti-histamínicos, corticosteroides ou imunoterapia.

Se sofrer desta alergia, estes conselhos, para além do tratamento indicado, podem ser realmente úteis. Tome nota!

Em casa:

  • Mantenha as janelas bem fechadas durante a época de polinização e ventile durante alguns minutos nas horas de menos intensidade polínica.
  • Deve também manter a sua casa limpa e utilizar filtros de ar ou desumidificadores.
  • Quando voltar da rua, tire os sapatos para evitar que as partículas de pólen circulem pela sua casa e fiquem depositadas nos móveis ou tapetes.
  • Tome um bom banho. Após algum tempo no exterior, tomar um duche irá eliminar os restos de pólen da ambrósia e outros tipos de pólen que possam ter ficado na sua pele e cabelo.

Na rua

  • Na medida do possível, evite sair nas horas de maior exposição.
  • Sobretudo no final do verão e outono, pode usar chapéus, luvas ou óculos de sol para reduzir o contacto com o pólen.
  • É altamente recomendável lavar as mãos de forma regular. Também pode ter consigo toalhetes húmidos para limpar o rosto e as mãos quando estiver ao ar livre e não possa lavá-las.

Mais curiosidades sobre a alergia à ambrósia

  • O pólen desta alergia pode viajar até 500 quilómetros de distância através das correntes de ar.
  • O seu pico mais alto de polinização é durante o mês de setembro e o outono, mas em casos excecionais pode prolongar-se até novembro ou dezembro.
  • É também conhecida como febre do feno da ambrósia e também pode estar relacionada com outros tipos de alergia alimentar, tais como a conhecida Síndrome de Alergia Oral.