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Obesidade e asma infantil

A asma e a obesidade são um grave problema de saúde a nível mundial. No caso da obesidade infantil, os inconvenientes são ainda mais alarmantes, já que podem desencadear doenças perigosas na idade adulta. Embora, de acordo com os dados da OMS, o número de crianças com excesso de peso e obesidade esteja a diminuir, a situação atual é muito preocupante, sobretudo se associada a problemas respiratórios ou asmáticos. Mas, como é que os especialistas relacionam as duas patologias? Vejamos em profundidade.

Relação entre asma e obesidade

De acordo com os estudos mais recentes, além dos diferentes ensaios clínicos realizados atualmente neste âmbito, foi demonstrado que a perda de peso melhora significativamente os sintomas da asma. Embora a relação possa ser complexa e as evidências se mostrem um pouco difusas por parte de diversos setores da medicina, existem cinco mecanismos biológicos que relacionam as duas patologias.

  1. Efeitos sobre o aparelho respiratório. A obesidade provoca uma diminuição da capacidade funcional das vias respiratórias, ou seja, altera a contração do músculo e piora a função pulmonar.
  2. Mudanças na resposta imunitária e inflamatória. É importante ressaltar que a asma brônquica é, por si só, uma doença inflamatória. Por esse motivo, a obesidade, além de dificultar a capacidade respiratória, também está associada a um difícil controlo da asma e a uma pior qualidade de vida.
  3. Genética. Os genes têm vários efeitos, pelo que biologicamente é possível sugerir que certos genes estejam relacionados com uma determinada doença, como por exemplo a asma.
  4. Influência hormonal. Os primeiros estudos sobre o assunto mostraram que o efeito da obesidade na asma ocorre mais nas mulheres. Geralmente, na obesidade, a produção de estrogénios é aumentada, os quais estão associados precocemente às mulheres.
  5. Influência da dieta e a atividade física. A dieta e a atividade física são elementos fundamentais que influenciam na obesidade e também na asma. Em relação à alimentação, existem estudos que demonstram como os antioxidantes (vitaminas C e E), a riboflavina e a piridoxina podem ter um grande efeito, aumentando a função imunitária, reduzindo os sintomas da asma e melhorando a função pulmonar.

O excesso de peso causa um pior controlo da asma?

Para os problemas associados à asma durante a infância, ainda faltam evidências sobre qual é o tratamento mais eficaz em crianças com excesso de peso/obesidade. No entanto, um dos métodos que obtém melhores resultados é a perda de peso e o exercício constante, um tratamento seguro que pode melhorar o controlo da doença. O diagnóstico e posterior tratamento estão totalmente relacionados com a perda de peso, além do seguimento asmático comum realizado por um especialista. Os especialistas recomendam a realização de uma entrevista motivacional, propondo pequenas metas para as crianças e estabelecendo objetivos específicos a serem alcançados.

Pode-se prevenir a obesidade e a asma infantil?

O melhor tratamento será sempre um estilo de vida saudável, uma combinação de exercício físico e uma boa alimentação. Existem também outros fatores importantes que podem diminuir essa tendência atual entre a obesidade infantil e a asma:

  • Amamentação materna. Independentemente da sua influência no desenvolvimento da asma, a amamentação materna é recomendada pelos seus efeitos positivos durante o crescimento e desenvolvimento das crianças.
  • Diagnóstico precoce. Embora ainda sejam necessários mais estudos sobre a obesidade e a asma na infância, existe uma posição unânime sobre o assunto: o diagnóstico precoce. Realizado a uma idade precoce e juntamente com a rápida aplicação do tratamento, pode travar o agravamento da doença causado pela obesidade.
  • IMC (Índice de Massa Corporal). Quando falamos de crianças com obesidade e asma, é importante manter um controlo sob o IMC, fazer avaliações da asma muito mais frequentes e utilizar regras de medicação concretas para cada caso.

 

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Deve ler cuidadosamente todas as informações constantes da embalagem do medicamento e do seu folheto Informativo e, em caso de dúvida ou de persistência dos sintomas, deve consultar o seu medico ou farmacêutico.