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anisakis

O anisakis, um parasita perigoso

Embora o Japão seja o país com mais infetados por anisakis, os europeus já começam a sofrer as consequências deste parasita. As doenças relacionadas com o anisakis não são novas, pois nos últimos 15-20 anos têm sido diagnosticadas com maior frequência devido, em parte, a um maior conhecimento sobre o assunto e às mudanças nos hábitos de consumo do peixe. Este parasita que se encontra principalmente no peixe cru, costuma causar parasitismo no trato digestivo e reações alérgicas mais ou menos graves.

Hoje dizemos-lhe tudo o que precisa de saber sobre este novo parasita que veio para ficar.

O que é o anisakis?

Anisakis é um parasita com cerca de 20-30 milímetros de comprimento cujas larvas se alojam em alguns animais marinhos e das quais as pessoas se tornam hospedeiras acidentais.

A anisaquíase ou a alergia ao anisakis ocorre quando come peixe ou qualquer cefalópode cru ou pouco cozinhado que contenha uma larva da família anisakidae.

Em que espécies costuma ser encontrado?

O Anisakis é um parasita complexo que precisa de um ciclo biológico com vários hospedeiros. O parasita adulto costuma ser encontrado no estômago de grandes mamíferos marinhos, como baleias, golfinhos, marsuínos, orcas, etc, onde atinge a maturidade sexual. Ao reproduzir-se nestes animais, os ovos fecundados são expulsos para o mar, onde outros peixes e cefalópodes os ingerem através do plâncton ou se alimentam de outros animais contaminados. Além disso, muitos peixes também podem albergar as larvas adultas no abdómen ou formando novelos na zona visceral.

Algumas destas espécies fazem parte da nossa gastronomia como o verdinho, o atum, a anchova, a cavala, a pescada, a sardinha, o bacalhau, o tamboril, a lula, o polvo ou o choco.

Doenças provocadas pelo anisakis

O Anisakis provoca dois quadros clínicos: o parasitismo do trato digestivo e reações alérgicas cujos sintomas podem variar desde sintomas leves, como urticária, até à reação mais grave, o choque anafilático.

  • Parasitismo do trato digestivo. Poucas horas após a ingestão deste parasita, o verme adere à parede do estômago gerando um quadro agudo de dor abdominal intensa acompanhado de náuseas ou vómitos e que costuma ser confundido com apendicite ou qualquer outra doença abdominal aguda.
  • Alergia ao anisakis. Esta reação é causada por uma exposição às proteínas Ani s 1 (a mais comum), Ani s 2, Ani s 3, Ani s 4 do anisakis e não do peixe. Os sintomas podem ser leves ou muito graves em alguns casos.

Geralmente ocorre em indivíduos adultos que não tiveram alergias alimentares anteriormente e em certas ocasiões podem apresentar uma reatividade cruzada entre o anisakis e outros nemátodos, artrópodes, ácaros, baratas e camarões.

  • Anisaquíase gastroalérgica. Quando ambas as situações (alergia e parasitismo) coincidem no tempo, falamos de anisaquíase gastroalérgica. Trata-se de uma condição alérgica aguda, geralmente acompanhada de sintomas digestivos, que aparecem como consequência da soma dos sintomas de um parasitismo e sua correspondente resposta de anticorpos.
  • Muito raramente, algumas pessoas, como pescadores, podem sofrer de rinoconjuntivite e asma ocupacional por estarem em contacto contínuo com o peixe.

Sintomas da alergia ao anisakis

Os sintomas que a alergia ao anisakis provoca aparecem várias horas depois da ingestão do peixe e as reações mais comuns são as seguintes:

  • Urticária com inchaços e em certas ocasiões angioedema.
  • Dor abdominal, náuseas, vómitos e/ou diarreia.
  • Choque anafilático.

Como evitar uma reação alérgica ao anisakis

Se é alérgico ao anisakis, deve prestar muita atenção sobretudo quando for a um restaurante. Em casa, estes conselhos podem ajudá-lo a consumir peixe de forma segura:

  • Evite o consumo de peixe pouco processado ​​(fumado, em vinagre, em escabeche, marinado, carpaccio, ceviche e sushi).
  • Compre peixe limpo sem vísceras ou, se isso não for possível, retire-as o mais rápido possível.
  • Consuma sempre peixe que tenha sido congelado ou congele-o a -20 ºC durante pelo menos 5 dias.
  • Evite consumir a ventresca ou peixes pequenos inteiros (sem eviscerar).
  • Cozinhe o peixe a mais de 60 ºC e durante pelo menos 2 minutos. Tenha cuidado com os peixes na chapa ou cozidos no micro-ondas, pois esse calor não é suficiente para eliminar um possível parasita.

 

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Deve ler cuidadosamente todas as informações constantes da embalagem do medicamento e do seu folheto Informativo e, em caso de dúvida ou de persistência dos sintomas, deve consultar o seu medico ou farmacêutico.