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frutas que causam alergia

Estas são as frutas que provocam mais alergias

De acordo com a Academia Europeia de Alergia e Imunologia Clínica, mais de 17 milhões de pessoas na Europa sofrem de algum tipo de alergia alimentar, entre as quais se encontra a alergia à fruta. Uma reação que aparece sobretudo durante a infância demonstrando alguma gravidade e casos de anafilaxia. Esse evento ocorre quando o sistema imunitário percebe como “perigosas” certas proteínas que se encontram na fruta e tenta combatê-las libertando histamina, as conhecidas reações alérgicas. Ao tratar-se de alimentos tão comuns e consumidos pela sociedade, as alergias aos alimentos (especialmente às frutas) podem afetar o dia a dia de muitas pessoas. Além disso, deve-se ter em conta que estes alimentos podem ser encontrados escondidos noutros alimentos já preparados.

Embora atualmente não exista uma cura que erradique por completo a alergia, é importante conhecer alguns grupos de alimentos e suas reações cruzadas para evitar a sintomatologia.

Quais são as frutas que provocam mais alergias?

Dependendo de cada país ou zona geográfica, existe um componente cultural e também social que faz com que um tipo de alergia seja mais predeterminante do que outro. Na zona da Europa, e mais concretamente nos países mediterrâneos, as frutas pertencentes à família Rosaceae são as que mais reações provocam e são elas: a pêra, maçã, damasco, cereja, pêssego, morango e um longo etcétera. Também devemos mencionar outros grupos de famílias que costumam causar problemas alérgicos:

Outras frutas que causam alergia

  • Cucurbitáceas: pepino, melão, melancia…
  • Dilináceas ou actinidiaceae: o kiwi.
  • Musáceas: a banana.
  • Rutáceas: toranja, laranja ou limão.

É importante salientar que estes alergénios não só se encontram nas frutas ao natural, como também aparecem em muitos produtos como iogurtes, sumos, produtos lácteos, bolos industriais, chocolates ou gelados.

 

Como saber se sofro de alergia à fruta?

Muitas pessoas chegam a conviver durante anos com o desconforto e as reações, acostumam-se a estes sintomas e não procuram ajuda médica. O primeiro passo para saber se sofre de uma alergia é observar os factos: “Quando ocorrem?” Repetem-se após uma refeição em concreto? “Quanto tempo duram?”. E sempre, em caso de dúvida ou suspeita, é melhor ir a um médico especialista para realizar os exames de diagnóstico pertinentes.

Alergia a frutas sintomas

As reações, embora não sejam sempre as mesmas em todos os doentes, caracterizam-se por afetar principalmente a pele, o sistema respiratório e o digestivo. Aparecem quase de forma imediata, pouco tempo após a ingestão (uma hora depois). Sobretudo, vão depender da quantidade de alergénio ingerido e como isso afeta a pessoa. Estas são as manifestações mais comuns:

  • Ardor na língua ou garganta.
  • Reações cutâneas, como urticária ou edemas.
  • Desconforto no sistema digestivo: náuseas, tonturas ou dor abdominal.
  • Dificuldade em respirar, sibilâncias…
  • E em casos muito graves, anafilaxia.

Estas reações são conhecidas como Síndrome da Alergia Oral e consistem numa sensação de ardor, formigueiro ou inflamação que afeta a boca e a garganta.

 

Exames de diagnóstico ​​para a alergia à fruta

Para reconhecer se uma pessoa é alérgica a alguma fruta, será realizado um diagnóstico de sensibilização através de diferentes testes.

  1. Teste cutâneo. Os testes cutâneos, juntamente com a análise de sangue, estão entre os mais utilizados e eficazes. Este diagnóstico consiste na aplicação de uma gota com extrato do alergénio na pele do antebraço.
  2. Análise de sangue. Desta forma é possível determinar se existe sensibilização mediante a Imunoglobulina E (IgE) específica à fruta.
  3. Teste de fricção. É menos comum que os anteriores e consiste em esfregar a fruta na zona do lábio e rosto para verificar se produz algum tipo de inflamação.

 

Conselhos para enfrentar a alergia à fruta

Embora não exista um tratamento específico para erradicar esta alergia, podem ser aplicados certos hábitos no dia a dia para evitar a ingestão acidental causada pela fruta.

  • O primeiro passo? Embora pareça muito radical, será essencial evitar completamente o consumo de alimentos ou produtos que contenham frutas.
  • Cuidado com as frutas exóticas e desconhecidas! Será melhor experimentá-las com cautela e em pequenas quantidades.
  • Leia com atenção o rótulo de qualquer produto tanto alimentar como de uso na pele (géis, perfumes, cremes, etc.).
  • Um conselho básico é comer sempre a fruta descascada (grande parte dos alergénios encontram-se na pele).
  • Prestar atenção às frutas da estação. Algumas pessoas podem apresentar reações a frutas que foram toleradas noutras estações.
  • No caso de alergia a frutas associadas a pólenes, a vacinação contra a alergia ao pólen pode ser muito útil para aliviar os sintomas.
  • Um aspeto curioso, e pelo qual muitas pessoas sofrem reações acidentais, é que certas fragrâncias ou perfumes são elaborados com aromas de frutas o que, apenas com uma simples inalação, podem gerar reações fortes ainda mais graves do que o consumo.

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Deve ler cuidadosamente todas as informações constantes da embalagem do medicamento e do seu folheto Informativo e, em caso de dúvida ou de persistência dos sintomas, deve consultar o seu medico ou farmacêutico.