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alergias cruzadas

Alergias cruzadas: o que são e porque aumentam nas cidades

As cidades crescem cada vez mais rápido e,  com elas, aumenta o número de pessoas que sofrem as conhecidas como alergias cruzadas. Sabe em que consistem? São as reações que as pessoas alérgicas ao pólen de uma árvore podem desenvolver quando consomem um determinado fruto. Porquê? Algumas frutas e verduras têm proteínas parecidas aos alergénios do pólen, pelo que, ao ingeri-las, os anticorpos do sistema imunitário não percebem a diferença. Por isso, as células reagem do mesmo modo, libertando histamina e desenvolvendo assim os sintomas da alergia. Este é o caso, sobretudo, das pessoas com alergia ao pólen de bétula.

Portanto, as pessoas mais propensas à alergia do pólen são também as que estão mais predispostas às reações cruzadas. Há pessoas com alergia ao pólen que reagem a certos alimentos apenas durante a época do pólen, enquanto outras apresentam sintomas todo o ano, se bem que nem todas as pessoas com alergia ao pólen têm reações cruzadas. 

Principais espécies de árvores e frutos que provocam alergias cruzadas

 Os estudos mais recentes sobre o assunto identificam as espécies de árvores frutíferas com maior probabilidade de causar essa reação cruzada: são a macieira, ameixeira, damasqueiro, pessegueiro, cerejeira e amendoeira, juntamente com todas as cítricas: limoeiro, tangerineira, laranjeira doce e amarga, toranjeira e limeira. Outros tipos frequentes nas cidades atuais são a romãzeira, figueira-da-índia, nespereira ou o caquizeiro. Estas árvores frutíferas causam reações semelhantes e cruzadas com outras alergias: cuidado, especialmente se tiver alergia ao pólen, a estas relações:

  • Pessoas com alergia ao pólen das gramíneas: reação frequente ao tomate, pimento, batata, farinha de trigo e frutas como pêssegos, nêsperas, peras, maçãs e nectarinas.
  • As pessoas com alergia ao pólen da ambrósia, espécie invasora na Europa originária da América do Norte, precisam saber que o melão e a banana contêm proteínas semelhantes ao alergénio que causa a rinite alérgica.
  • Se o pólen da bétula lhe causar rinite alérgica, cuidado com as amêndoas, avelãs, nozes, cenouras, cerejas, maçãs, pêssegos, nectarinas, damascos, salsa, coentro e aipo.
  • Os alergénios do pólen da artemísia, uma espécie de planta encontrada na maior parte da Europa, são semelhantes aos da melancia, melão, banana e aipo.
  • Nos casos de alergia aos ácaros do pó, certos mariscos e moluscos apresentam reações alérgicas cruzadas com estes.
  • A alergia ao látex pode apresentar reações cruzadas com o kiwi e o abacate.

Que sintomas provocam?

 Se tiver alergia ao pólen, esteja atento a estes sintomas: como regra geral, a alergia ao pólen desenvolve-se primeiro e as reações cruzadas surgem mais tarde. Muitos dos alergénios presentes no pólen e nas frutas e verduras podem causar o síndrome alérgico oral, isto é; desconforto na boca e garganta. Outros sintomas, como comichão nas orelhas, também podem ocorrer.

Deve-se lembrar que as reações cruzadas não pioram a alergia ao pólen adquirida anteriormente, e que os alimentos cozidos, descascados, selados ou conservados em calda ou vinagre são normalmente tolerados.

Outros tipos de reações cruzadas

 Outros agentes alergénios externos provocam reações cruzadas de forma menos frequente. É o caso dos mariscos, que costumam provocar reações alérgicas nas pessoas que sofrem de alergias contra ácaros ou insetos como os mosquitos e as baratas. Além disso, nas pessoas com alergia aos gatos observa-se um aumento da incidência da alergia ao látex. Por sua vez, as pessoas com alergia ao látex podem desenvolver sintomas alérgicos às frutas exóticas e verduras.

Lembre-se: estar bem informado é a melhor prevenção. Neste blog mantemos sempre a informação atualizada sobre todos os aspetos da alergia e oferecemos-lhe tips úteis para evitá-la.

 

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Deve ler cuidadosamente todas as informações constantes da embalagem do medicamento e do seu folheto Informativo e, em caso de dúvida ou de persistência dos sintomas, deve consultar o seu medico ou farmacêutico.